Comissionamento de obras (elĂ©trica, HVAC e incĂȘndio) - Salvador
- BNS ENGENHARIA
- 10 de jul. de 2022
- 13 min de leitura
Atualizado: 29 de jun. de 2024
O comissionamento é o processo que assegura que os sistemas e componentes de uma edificação ou unidade industrial estejam projetados, instalados, testados, operados e mantidos de acordo com as necessidades e requisitos operacionais. As atividades de comissionamento, no seu sentido mais amplo, são aplicåveis a todas as fases do empreendimento, desde o projeto båsico e detalhado, o suprimento e o diligenciamento, até a construção e a montagem.
O comissionamento Ă© normalmente dividido em quatro etapas distintas: projeto, instalação, posta em marcha (start-up) e desempenho. O conceito de comissionamento Ă© aplicado em toda e qualquer instalação, sistemas e equipamentos, de um simples refrigerador a uma cĂąmara frigorĂfica, de um armazĂ©m a uma ĂĄrea de envase grau A, da sala de recepção a sala de TI, da cabine primĂĄria Ă s tomadas elĂ©tricas das salas, etc. Mas a sua complexidade serĂĄ sempre de acordo com a complexidade do seu objeto de comissionamento.
Comissionamento de Sistemas Elétricos
Comissionamento é o processo de assegurar que os sistemas e componentes de uma edificação ou unidade industrial estejam projetados, instalados, testados, operados e mantidos de acordo com as necessidades, requisitos operacionais do proprietårio e os requisitos para manutenção. O comissionamento pode ser aplicado tanto a novos empreendimentos quanto a unidades e sistemas existentes em processo de expansão, modernização ou ajuste.
O objetivo central do comissionamento Ă© assegurar a transferĂȘncia da unidade civil ou industrial do construtor para o proprietĂĄrio de forma ordenada e segura, garantindo sua operabilidade em termos de desempenho, confiabilidade e rastreabilidade de informaçÔes. Adicionalmente, quando executado de forma planejada, estruturada e eficaz, o comissionamento tende a se configurar como um elemento essencial para o atendimento aos requisitos de prazos, custos, segurança e qualidade do empreendimento.
Instrumentos de Ensaios
Na manutenção dos equipamentos da subestação Ă© importante ter um diagnĂłstico mais apurado das condiçÔes dos equipamentos instalados. Os ensaios elĂ©tricos apresentam a situação do equipamento, avaliando a sua atual condição, identificando uma anomalia que eventualmente deixe o equipamento indisponĂvel. A seguir sĂŁo apresentados os principais instrumentos de ensaio utilizados na manutenção de uma subestação.
MegĂŽhmetro
O megĂŽhmetro Ă© o instrumento usado para medir resistĂȘncia de isolação, permitindo detectar e diagnosticar falhas nos equipamentos elĂ©tricos. Seu princĂpio de funcionamento tem como base que, aplicando-se uma tensĂŁo de corrente contĂnua a um isolante, a corrente que circula atravĂ©s dele tem trĂȘs componentes distintas:
. Corrente de carga de capacitĂąncia, natural do material sob ensaio;
. Corrente de absorção dielétrica, que circula através do corpo do material;
. Corrente de fuga atravĂ©s do isolante, a qual tem dois componentes importantes, um significando fuga atravĂ©s da superfĂcie do material e outro do prĂłprio isolante.
Com base nesses fatores o megĂŽmetro traz uma leitura precisa dos valores de resistĂȘncia dielĂ©trica do material isolante. Esse equipamento possui trĂȘs bornes em que sĂŁo conectados os cabos de mesma cor com as seguintes caracterĂsticas:
. Um borne normalmente de cor vermelha, chamado de linha (LINE), tem a função de enviar tensão para o equipamento sob ensaio.
. Outro borne de cor preta chamado de terra (EARTH), negativo ou retorno, possui a função de retornar para o instrumento o resultado dos valores de corrente de fuga do equipamento sobre ensaio.
. O terceiro borne, normalmente de cor verde, chamado de GUARD, permite eliminar correntes indesejåveis aquela leitura, como correntes parasitas e indutivas que interferem nas mediçÔes.
Nos equipamentos das subestaçÔes que possuem uma classe de tensão de 15 kV, o ensaio pode ser realizado com a tensão de 5 kV ou 10 kV do MegÎmetro. Deve ser adotado um cuidado especial ao realizar o ensaio no enrolamento de baixa tensão do transformador, pois nesse caso deve ser utilizada a menor tensão do equipamento, geralmente 500 V.
Ao desligar o equipamento deve-se aguardar que a luz indicativa de tensĂŁo se apague, o que leva alguns segundos, para que depois seja possĂvel manusear os cabos.
Instrumento de ensaio de tensĂŁo aplicada (Hipot)
O Hipot Ă© um instrumento usado para testar a isolação elĂ©trica em aparelhos e equipamentos. O nome Hipot Ă© a abreviação de elevado potencial em inglĂȘs, jĂĄ que no seu ensaio utiliza-se uma tensĂŁo elevada.
Em condiçÔes normais, qualquer dispositivo elĂ©trico vai produzir uma quantidade mĂnima de corrente de fuga, conforme a classe de tensĂŁo e rigidez dielĂ©trica do material. Esse fenĂŽmeno trata-se de uma condição natural dos materiais, observado em sua fabricação.
No entanto, devido a problemas como absorção de umidade, acĂșmulo de sujeira, entre outros, a fuga de corrente pode se tornar excessiva. Essa circunstĂąncia pode causar falha na operação do equipamento, podendo danificĂĄ-lo e ainda provocar um choque elĂ©trico em pessoas que possam entrar em contato com o equipamento defeituoso.
O teste consiste em aplicar uma elevada tensão elétrica no equipamento durante um minuto, e não pode haver o rompimento da isolação dielétrica do equipamento sob ensaio. Durante a realização do ensaio, caso ocorra a falha da isolação do equipamento sob ensaio, o Hipot deve identificar essa corrente de fuga e vir e desligar, e neste caso o equipamento estå reprovado.
Eventualmente pode ocorrer de o equipamento sob ensaio apresentar falha na isolação e o Hipot não desligar, vindo a manter a elevada tensão aplicada e danificando o equipamento sob ensaio.
O instrumento vem acompanhado de um cabo para aplicação de tensão e outro para retorno, caso o equipamento sob ensaio não suporte a tensão aplicada. Normalmente, o Hipot é utilizado para ensaio em cabos de alta tensão.
O ensaio Hipot é efetuado com um esquema de ligação muito simples: o equipamento Hipot, alimentado por uma fonte de energia externa, é eletricamente conectado ao cabo ensaiado e a sua blindagem, conforme o caso. Então, o equipamento fornece um pulso de tensão ao cabo e, conforme o comportamento do mesmo, são feitas anålises a respeito da possibilidade de inserção do cabo ensaiado em instalaçÔes, ou mesmo da validação do mesmo como produto.
A primeira consideração feita em relação ao equipamento diz respeito à alimentação de tensão do Hipot, bem como ao dispositivo de segurança existente no mesmo devido às altas tensÔes envolvidas.
VĂĄrios avisos sĂŁo dados em relação a possĂveis acidentes e danos sobre o equipamento. Por operar com valores altos de tensĂŁo e energia armazenada (note-se a prĂłpria função do equipamento), o Hipot exige operação cuidadosa, com atenção redobrada em todos os aspectos de segurança possĂveis.
Durante a utilização do equipamento, o operador deverå ficar atento aos cuidados necessårios à sua proteção.
Destaca-se que o operador sempre deve preservar a maior distĂąncia possĂvel dos componentes energizados do sistema durante a realização do ensaio (como por exemplo cabos, conectores, e o prĂłprio equipamento Hipot). AlĂ©m disso, Ă© recomendĂĄvel que os cabos ensaiados estejam dispostos de modo a correr livremente pelo ar, sem contato algum com outro ponto de possĂvel tensĂŁo ou aterramento.
O principal dispositivo de segurança observado pela equipe no equipamento analisado foi o sistema que faz o painel do equipamento ter sempre potencial elétrico nulo (ou seja, esteja aterrado). Tal medida é essencial para evitar um eventual contato humano com as partes energizadas do Hipot, causando assim um choque elétrico.
Outro ponto que demanda grande atenção na operação do equipamento Hipot Ă© o nĂvel de tensĂŁo aplicado. Devido a vĂĄrios tipos de referĂȘncia normalmente utilizados (por exemplo, tensĂŁo fase-fase [bifĂĄsica], fase-neutro, entre outros), Ă© comum o desacordo de medidas entre o valor pretendido e o valor prĂĄtico aplicado no ensaio. Assim, Ă© importante a conferĂȘncia rotineira dos parĂąmetros elĂ©tricos empregados, a fim de evitar acontecimentos nĂŁo desejados ou atĂ© mesmo erros de medidas por parte do equipamento, ou de leitura por parte do operador.
Sabe-se por especificação técnica que um cabo com falha na isolação, ao ser exposto ao ensaio Hipot, apresenta corrente elétrica, de vulga, crescente. Tal crescimento é limitado (interrompido) somente quando a corrente chega ao valor de corte do equipamento (valor esse que, em alguns casos, é previamente ajustado pelo operador). Daà a importùncia de sempre ajustar todas as grandezas envolvidas no referido procedimento antes da realização do ensaio.
Principais AplicaçÔes do Equipamento
Os principais usuårios do equipamento Hipot são fabricantes de cabos e fios, concessionårias de energia elétrica, empresas de telecomunicaçÔes e profissionais atuantes na engenharia de campo.
Procedimentos Anteriores ao Ensaio
Aterramento e Segurança
Para um ensaio bem sucedido e sem imprevistos ou acidentes, é fundamental que, antes de tudo, todas as normas e procedimentos de segurança sejam obedecidos por completo. Portanto, deve-se escolher um operador qualificado e consciente para efetuar o manuseio do equipamento de ensaio (Hipot), bem como dos cabos, fios de conexão e demais materiais envolvidos no processo de teste.
Além disso, um bom aterramento do sistema é essencial para que não haja nenhum acidente envolvendo tensÔes indesejadas, que eventualmente venham a surgir no ambiente de ensaios. Portanto, o primeiro passo após a verificação da segurança do equipamento e do operador é efetuar e conferir o aterramento do equipamento, bem como de sua carcaça. Deve-se assegurar a conexão correta com um aterramento confiåvel, por segurança e confiabilidade dos testes que se seguem.
ConexÔes de Alimentação de Energia no Sistema
Em seguida, deve-se efetuar a conexĂŁo da alimentação do Hipot, novamente conferindo o aterramento do sistema. EntĂŁo, faz-se a conexĂŁo da fonte de energia e do cabo de alta tensĂŁo nos bornes apropriados. Estas Ășltimas conexĂ”es tambĂ©m devem ser corretamente ligadas ao aterramento do circuito atravĂ©s de cabos apropriados.
Nesse momento, o terminal guard se mostra relevante, pois tem como função principal a proteção tanto da carcaça do equipamento Hipot, de seus circuitos internos e das conexÔes feitas. O terminal deve ser aterrado solidamente, para garantir potencial nulo nos pontos necessårios.
Fazer as conexĂ”es na ordem e disposição correta Ă© essencial para garantir a proteção total durante o ensaio, bem como para garantir leituras confiĂĄveis da corrente de fuga, resistĂȘncia de isolação do material testado, entre outras. Para isso, o operador deve sempre seguir as instruçÔes do fabricante do equipamento Hipot e do cabo ensaiado, assegurando-se de que nenhum limite fĂsico estĂĄ sendo extrapolado.
ConexĂŁo dos Cabos Ensaiados
As conexĂ”es do cabo a ser ensaiado sĂŁo esclarecidas no manual de acordo com o tipo de cabo utilizado (com referĂȘncia Ă presença de blindagem e o tipo de construção, monofĂĄsico ou trifĂĄsico).
Por Ășltimo, deve-se ajustar o potenciĂŽmetro do equipamento para um valor adequado de corrente de desligamento. O fabricante recomenda, inicialmente, o valor mĂĄximo de 5 mA.
Ajustes e Procedimentos de Ensaio
Ajuste do NĂvel de TensĂŁo
Ao ligar o equipamento, deve-se verificar se os ajustes de tensĂŁo estĂŁo adequados (ajuste girado para a posição âpartidaâ). Uma vez corrigidas possĂveis divergĂȘncias de ajuste e referenciais, a lĂąmpada de AT deve acender, indicando que o equipamento estĂĄ pronto e habilitado para fornecer tensĂŁo para realizar o ensaio.
Em seguida, deve-se ajustar o nĂvel de tensĂŁo para o valor desejado (conforme normas vigentes e especificação do solicitador do ensaio). Deve-se lembrar sempre que, por se tratar de ensaios com tensĂ”es altas, todo ajuste realizado no equipamento deve se dar de forma lenta, a fim de prevenir variaçÔes elĂ©tricas excessivamente bruscas e, consequentemente, evitar o desligamento do aparelho ou a atuação de alguma proteção de forma inadequada.
A essa altura, o operador jĂĄ deve poder efetuar a leitura da corrente de fuga existente no cabo ou material testado. A partir daĂ, Ă© trabalho do engenheiro ou operador do ensaio tomar medidas para verificar se a corrente de fuga estĂĄ dentro do limite adequado. Caso isso nĂŁo ocorra, devem-se tomar as atitudes necessĂĄrias em relação ao material de ensaio.
Escolha do NĂvel de TensĂŁo Apropriado
O prĂłprio fabricante do equipamento Hipot fornece uma lista de valores de nĂveis de tensĂŁo mĂ©dios segundo vĂĄrias normas internacionais, quais sejam: VDE (Verband der Elektrotechnik, Elektronik Und Informationstechnik â Associação de EletrotĂ©cnica, EletrĂŽnica e Tecnologia da Informação), IEC (International Electrotechnical Comission â ComissĂŁo Internacional de EletrotĂ©cnica), IPCEA (Insulated Power Cable Engineers Association â Associação de Engenharia de Cabos Isolados) e AEIC (Association of Edison Illuminating Companies â Associação de Empresas de Iluminação Edison).
Medidas e Resultados do Ensaio
Uma vez definidos os parùmetros iniciais do ensaio, e tendo ajustado o equipamento corretamente, pode-se proceder ao ensaio propriamente dito. Novamente, devem-se conferir todas as conexÔes elétricas do cabo testado e dos bornes do equipamento. Caso algo esteja fora de acordo com o manual do fabricante e as respectivas normas, deve-se efetuar o ajuste antes de continuar o ensaio.
As medidas retiradas no ensaio devem ser analisadas de forma segura, para que nĂŁo ocorram erros devido a falhas de leitura ou anĂĄlise de resultados. Ă necessĂĄrio que o ensaio seja feito corretamente, pois nĂŁo Ă© aconselhĂĄvel realizar o ensaio de tensĂŁo aplicada no cabo vĂĄrias vezes, pois mesmo nĂŁo sendo considerado um ensaio destrutivo pode comprometer a vida Ăștil do cabo devido ao nĂvel de tensĂŁo aplicada ser superior ao de sua utilização normal.
Tendo obedecido todos os procedimentos mostrados neste capĂtulo, o ensaio deve resultar em medidas confiĂĄveis e Ășteis para determinação de vida Ăștil de cabos, validação de instalaçÔes, entre outras aplicaçÔes.
MicrohmĂmetro
Ă um instrumento utilizado para medir com precisĂŁo valores baixos de resistĂȘncia de contato em disjuntores e chaves seccionadoras. TambĂ©m pode ser utilizado para medir resistĂȘncia ĂŽhmica do enrolamento dos transformadores.
Normalmente, a corrente utilizada para testes varia entre 1 mA e 100 A. Durante o ensaio Ă© aplicada uma corrente elĂ©trica que, ao percorrer o equipamento sob ensaio, promove uma queda de tensĂŁo. De acordo com a primeira lei de Ohm, ao dividir a tensĂŁo medida pela corrente elĂ©trica aplicada, obtĂ©m-se a resistĂȘncia elĂ©trica.
Medidor de relação de espiras TTR
TTR é o instrumento utilizado para medir com precisão a relação entre espiras de um transformador. Sendo o transformador uma måquina magnética que trabalha com uma proporção entre enrolamentos, pela medição da relação entre eles podemos avaliar a situação dos enrolamentos, quanto å relação de transformação e também quanto å continuidade.
O instrumento mede a relação de espira, a comutação de fase e a polaridade nos transformadores de força, nos transformadores de potencial (TP) e de corrente (TC).
Quatro cabos acompanham o instrumento, dois comumente chamados H1 e H2, com a função de excitar a bobina de maior tensão, e os cabos X1 e X2, com função de medir a corrente na bobina de menor tensão do transformador.
Na medição é importante buscar a informação do tipo de ligação primåria e secundåria do transformador sob ensaio, assim como a sua tensão de operação no primårio e no secundårio.
O medidor de relação de espiras pode ser digital (TTR eletrÎnico) ou analógico (TTR de manivela).
O pré-comissionamento, fase em que o projeto serå avaliado do ponto de vista funcional e se os objetivos do cliente poderão ser comprovados através de ensaios técnicos durante a montagem e start-up da instalação. Nesta fase também é elaborado o plano de comissionamento e toda a documentação para os ensaios.
Os equipamentos que compĂ”em os sistemas devem ser inspecionados ainda no fornecedor atravĂ©s do FAT (Factory Aceptance Test) e que, alĂ©m da verificação fĂsica e de especificaçÔes de projeto, poderiam passar por alguns ensaios funcionais e anĂĄlise de documentação como certificados de fabricação e manuais de manutenção e operação.
A BNS Engenharia realiza o comissionamento de sistema de combate a incĂȘndio, da qual emprega a sua expertise aos melhores profissionais da ĂĄrea, visando precisamente garantir a operabilidade em termos de desempenho do sistema projetado, o que requer a verificação das condiçÔes de funcionamento dos equipamentos instalados em sua totalidade e a elaboração de Laudos tĂ©cnicos.
Jå durante a montagem, haveria duas etapas båsicas: inspeçÔes eståticas e ensaios operacionais. Nas inspeçÔes, a instalação é confrontada com as especificaçÔes de projeto em questÔes dimensionais, arranjos e layouts, acessos, limpeza e integridade, etc.
Os ensaios desafiarão cada componente e sistemas na sua funcionalidade na comprovação de que as expectativas do cliente quanto a operação do sistema foram atendidas.
Os treinamentos dos profissionais de operação e manutenção podem fazer parte do comissionamento, e ainda o recebimento de documentação dos equipamentos e instalaçÔes. Segundo ele, no decorrer do ciclo de vida da instalação, o comissionamento é utilizado para a avaliação de desempenho global dos sistemas, por exemplo, consumo de energia, disponibilidade de capacidade, funcionalidade de componentes, etc.
O cronograma detalhado Ă© estabelecido em conjunto com o planejamento da instalação e pode ser iniciado na fase de projeto para contemplar o prĂ©-comissionamento e o perĂodo de elaboração de documentação.
O comissionamento deve ter inĂcio no projeto, quando Ă© feita uma anĂĄlise critica do mesmo, passando pelo acompanhamento das instalaçÔes conforme evolução, teste de estanqueidade dos dutos, verificação dos itens instalados em confronto com o projeto, acompanhamento do start-up, TAB (Teste, Ajuste e Balanceamento) e a emissĂŁo dos relatĂłrios (book) de comissionamento. Vale comentar que o comissionamento abrange diversos tipos de instalaçÔes (AVAC, elĂ©trica, automação, etc.), sistemas (refrigeração, ar condicionado, ar comprimido, etc.) e equipamentos (chillers, condicionadores, ventiladores, bombas, etc.).
ImportĂąncia
O comissionamento é uma importante ferramenta de qualidade e usada corretamente tem um impacto econÎmico positivo, ao encontrar a tempo respostas para problemas no andamento da obra ou correçÔes a tempo de evitar retrabalhos dispendiosos que afetam mesmo o cronograma da instalação. Ao não se usar esta ferramenta, a possibilidade de problemas durante o start-up aumenta significativamente.
Exemplos de atividades de comissionamento
O primeiro exemplo pråtico de atividades de comissionamento realizadas para sistemas de climatização é o teste de estanqueidade dos dutos, em que os mesmos são pressurizados conforme sua classe de fabricação e verifica-se o vazamento ocasionado. O segundo exemplo pråtico é o TAB (Teste, Ajuste e Balanceamento), em que são realizados os ensaios de vazão dos condicionadores, ventiladores, exaustores, bem como a distribuição do ar nas grelhas, difusores e tomadas de ar externo. O TAB também é realizado no sistema de geração e distribuição de ågua gelada (no caso de sistemas de expansão indireta), em que é feita a distribuição da ågua nos chillers, bombas, condicionadores, etc.
Atividades desenvolvidas pelo Time de Comissionamento: â Elaboração do Plano de Comissionamento; â Elaboração dos Protocolos de Comissionamento dos Subsistemas de HVAC; â Elaboração dos Planos de Teste seguintes:
Testes de Aceitação em FĂĄbrica: â Testes de Aceitação em FĂĄbrica de condicionadores de ar; â Testes de Aceitação em FĂĄbrica de Ventiladores; â Testes de Aceitação em FĂĄbrica de Desumidificadores QuĂmicos; â Testes de Aceitação em FĂĄbrica de painĂ©is elĂ©tricos â Testes de Aceitação em FĂĄbrica de painĂ©is de controle;
Testes EstĂĄticos: â Teste de vazamento de dutos; â Teste de vazamento em gabinetes de equipamentos; â Inspeção de instalação de Equipamentos (condicionadores de ar, Ventiladores, Desumidificadores, painĂ©is elĂ©tricos e de controle); â Inspeção de Instalação de componentes da rede de dutos; â Inspeção de instalação de componentes da rede de ĂĄgua gelada e ĂĄgua quente; â Inspeção de instalação de componentes da rede de vapor; â Ensaio de interligação entre painĂ©is elĂ©tricos e motores e intertravamentos; â Ensaio de interligação entre painĂ©is de controle e perifĂ©ricos; â Ensaio de isolamento de cabos elĂ©tricos; â Ensaio de campo para instrumentos e dispositivos analĂłgicos; â Ensaio de campo para instrumentos e dispositivos digitais; â Ensaio de verificação de calibração de instrumentos; â Ensaio e ajuste do ponto de atuação de pressostatos, termostatos e fluxostatos;
Testes DinĂąmicos: â Teste, Ajuste e Balanceamento da rede de ĂĄgua gelada e ĂĄgua quente; â Teste, Ajuste e Balanceamento da distribuição de ar condicionado e ventilação; â Ensaio para detecção de pontos de vazamento em sistema de filtragem Instalado (filtros absolutos em equipamentos e terminais): â Ajuste da cascata de pressĂ”es entre salas; â Ensaio de nĂșmero de movimentaçÔes de ar (nĂșmero de trocas); â Ensaio de uniformidade de velocidades em fluxos unidirecionais; â Ensaio de fumaça para visualização do fluxo
Testes de Desempenho: â Ensaio de temperatura e umidade relativa dos ambientes; â Ensaio de iluminĂąncia em ambientes; â Ensaio de Contagem de partĂculas para classificação;
Ensaio de Tempo de Recuperação; â Ensaio de desempenho funcional do sistema de automação e controle.
Execução dos ensaios conforme descrito nos Planos de Teste; elaboração dos relatórios dos Planos de teste; elaboração dos relatórios dos Protocolos de Comissionamento e elaboração do relatório de fechamento de comissionamento. salvador










